Novo olhar sobre a vida pode trazer de volta a felicidade




Vivemos um momento de transição e isso não é novidade para ninguém. Mas o que muitas pessoas não sabem é que a partir do século XVIII, com o evento do mecanicismo, passamos a nos tratar de maneira compartimentada, ou seja, dividimos a nós mesmos e ao mundo à nossa volta em partes diferenciadas, esquecendo-nos do todo.
Essa é a grande diferença entre nós, ocidentais e orientais. Desde o final da década de 50, depois da Segunda Guerra Mundial, estamos vivendo momentos de convulsão em alguns de nossos valores. Algumas pessoas são rápidas, mas outras mais lentas para perceber o desequilíbrio que causamos a nós e à nossa sociedade, atingindo diretamente nossos hábitos e destruindo nossa saúde.
A não ser que comecemos a nos enxergar como parte de um mar de energia que vivemos, a não ser que voltemos a nos perceber como parte fundamental de uma teia imensa formada por um Universo pulsante, nossa saúde física, mental, emocional e espiritual nunca mais voltará a ser a mesma. O desequilíbrio é evidente em todos nós, os problemas psíquicos aumentam gradativamente, as doenças físicas e mentais tomam conta de nosso dia a dia, e o que é pior, muitos de nós têm se acostumado com elas achando que isso faz parte de um processo irreversível.
Não. Toda mudança, criada por nós ou não, está em nossas mãos. Lentamente precisamos desenvolver um novo olhar em relação à vida e a todos nós. Vivemos em um mar de energia e todos podemos partilhar da melhor energia existente neste Universo. Mas muita coisa deve mudar antes disso, principalmente dentro de nós. Nossos corações estão endurecidos pelo excesso de trabalho e necessidade cada vez maior de ganhos e consumo. Uma forma que arranjamos para suportar o vazio criado pelo desequilíbrio cada vez maior e mais evidente.
Você já parou para pensar que existem maneiras mais equilibradas de viver nosso dia a dia? Já parou para perceber como você se apega a questões absolutamente sem valor e transitórias em seu dia a dia? Como provoca situações desagradáveis, mesmo às pessoas que ama? O que você tem feito por você e pelo ambiente que você vive? Sua casa, seus familiares, seus amigos? Já parou para olhar para seu corpo, sua alimentação, para a manutenção de sua saúde física e espiritual? E suas emoções, há quantas anda?
Que tal começar a pensar em uma nova forma de viver? Que tal pensar em criar novos hábitos diários e começar a construir um novo olhar, enxergando-se como parte absolutamente necessária neste imenso mar de energia que vivemos e chamamos de Universo? Existe um mar de informações, de possibilidades, de imensidão de felicidade e abundância neste Universo.
E temos direito a tudo o que for necessário à nossa felicidade, pelo simples fato de fazermos parte Dele. Pare para pensar no que realmente faz você feliz e vá em busca de seu caminho, seu próprio caminho, seu Dharma, a sua Verdade.



Eunice Ferrari
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2 Comentários- Comente!:

Robson Rodrigues disse...

Adorei o texto, Cler.

O mais interessante é que crescemos aprendendo a ver as coisas da maneira errada: compartimentando tudo. Nos ensinaram isso durante todos os anos de escola e até na faculdade (pra que a fez poucos anos atrás -hehehe- como eu).

As disciplinas eram isoladas. Não havia um esforço de aplicabilidade e união das partes para que se pudesse vislumbrar o todo.

Quantas vezes tentamos resolver um problema pessoal de forma isolada... e acabamos criando novo(s) problema(s). Se ali existisse a visão holística certamente a margem de erro seria bem pequena ou nula.

E na verdade todas as ciências se conversam. Tudo está interligado.

Hoje o mundo da educação já começa a despertar para isso. Existem ainda muitas controvérsias. Mas o resultado final é uma saudável crítica à construção do pensamento. Escolas e Universidades já solicitam aos alunos trabalhos que integrem todas as disciplinas de cada semestre. Isso também faz com que os professores se aproximem, entrem em sincronia e possam interagir diretamente nos conteúdos. Mas o processo deve durar anos e anos. Até que o dia em que haverá uma verdadeira reforma do pensamento

Tem um livro maravilhoso que fala sobre isso: A cabeça bem-feita, Edgar Morin. Ele tá disponível gratuitamente na internet.

Cler .**.**.**.**.** disse...

Oi, Robson!
Teus comentários sempre enriquecendo!
Vamos acreditar que uma verdadeira reforma do pensamento não se arraste tanto para acontecer...a indicação do livro, parece perfeita, depois comento contigo o que achei da leitura.
Obrigada,por nos presentear com sua presença!
gde abraço
;)

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