São BONO da Irlanda






Que homem é esse que ama a mesma mulher 36 anos? Que vontade é essa de usar a própria fama para chamar a atenção do mundo para a miséria e a aids?
 Seu nome é PAUL, mas pode chamá-lo de Bono, o encantador de multidões que chega este mês ao Brasil.


Bono poderia ser mais um desses famosos que aparecem sorrindo ao lado de presidentes. Mas faz milagre mobilizando ajuda para a África.   




Um Homem de ação


Uns podem achar que ele é chato. Outros, que se promove bancando o defensor dos desprovidos. O fato é que Bono não está nem aí para a aprovação alheia: faz o que acredita em relação ao planeta. Show de Engajamento
em 1984, o U2 participou do Band Aid e do Live Aid, consertos que arrecadaram fundos para combater a fome na Etiópia. Bono não conseguiu simplesmente tomar uma cerveja  depois do show. Ficou tão comovido com a causa que decidiu passar semanas com a mulher na África. O cenário que encontrou? Crianças subnutridas ou mortas nas ruas e pais entregando seus bebês a estrangeiros para salvá-los do destino trágico.
Perdão das Dívidas: Bono se juntou ao movimento Jubilee2000 para pressionar os países ricos a perdoar a dívida de 52 nações pobres. A  luta continua até hoje.
Ataque Organizado: Não demorou muito para que ajudasse a funda a Data, organização  de combate à aids, à fome e à corrupção no continente africano. 
Grife do Bem: Em 2005, o casal criou a grife Edun, com roupas fabricadas com matéria-prima e mão de obra africana. A idéia era estimular o emprego nessas regiões. Mas não deu tão certo, por que os compradores na Europa e nos Estados Unidos reclamaram da qualidade e dos prazos de entrega. O grupo LVMH, dono da Louis Vuitton, comprou 49% das ações e convenceu o cantor a passar 70% da produção da marca para a  China. Seria a única forma de o negócio sobreviver . Ele topou.



Revista Claúdia
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